Espaço dedicado aos meus dejetos literários, demônios exorcizados, palavras curradas e decadências pessoais.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Pequena Canção Indelével
exaspera o amor,
este pequeno fragmento pós-vida de crueza indelével
tão veloz quanto o sonho ou a luz ao acalentar meus olhos inchados de porre
a dor ainda rege este crânio amolecido pelas ruas e desastres contidos
sem canção ou pura violência sou exposto em bivalentes catarses de morte espiral
não haverá coisa alguma a cantar esta boca desvalida pela loucura e excrementos
esta vida jamais sobrevirá a iridiscência contida na alegria estreante das manhãs
antes o amor das putas e seus pequenos acessos passionais de imbeleza tragável
antes a morte escancarada nos ombros destas proles horrendas guiando-me ao fim
exaspera este amor exaspera e doravante o medo entre quadros de rouxinóis desfigurados
exaspera o ardor que invento tal qual réquiem as noites sustentadas pelos ganchos dos hospitais.
uma lâmina ostenta o paraíso na visão turva que mastigo entre tuas coxas de Ísis esfacelada.
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