sob tua coxa esquerda
a eternidade oscila em teu seio levitando-me
sob a morte plena das estações que ostenta.
Rompe-me.
Segura com doçura pelas bolas
e exprime a dor que deveras e sente
sente o céu apenas como paisagem primal
reluzido adentro de tuas nádegas civilizadas
pela rotina
e conheceis a vida
tal qual a morte tal qual a chuva ao observar-nos
exemplificando a existência
aninhando anjos sobre os sofás desnudos
e meu sorriso de deus asmático
emudece sobre tuas ancas sacudindo as janelas de zinco
Um poema agora impresso
saltou do crânio
pousando sob tua coxa esquerda
quando no fundo buscava o lume veloz que habita o centro de tuas virilhas.
al schenkel, 09/06/2010