domingo, 20 de fevereiro de 2011

.um poema impresso sob tua coxa esquerda

 Um poema impresso
                  sob tua coxa esquerda
a eternidade oscila em teu seio levitando-me
   sob a morte plena das estações que ostenta.
                                                    Rompe-me.
                      Segura com doçura pelas bolas
e exprime a dor que deveras e sente
sente o céu apenas como paisagem primal
reluzido adentro de tuas nádegas civilizadas
                                                     pela rotina
e conheceis a vida
tal qual a morte tal qual a chuva ao observar-nos
exemplificando a existência
aninhando anjos sobre os sofás desnudos
                                      e meu sorriso de deus asmático
emudece sobre tuas ancas sacudindo as janelas de zinco
Um poema agora impresso
                 saltou do crânio
pousando sob tua coxa esquerda
quando no fundo buscava o lume veloz que habita o centro de tuas virilhas.

al schenkel, 09/06/2010

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